VI CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA do Ministério Por Amor Ao Mundo

VI CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA do Ministério Por Amor Ao Mundo
DIAS 11, 12 E 13 DE AGOSTO DE 2017

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ARTIGOS E NOTICIAS = FOTOS = BOLETIM MISSIONÁRIO
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O amor prova a espiritualidade e conduz à missão

Ronaldo Lidório

Nestes dias tenho pensado sobre os essenciais do cristianismo. Estou convicto que os periféricos da vida e ministério podem facilmente nos desviar de praticarmos um cristianismo bíblico e simples, fazendo com que nossa atenção, energias, dons e relacionamentos se desgastem nas notas de rodapé de uma religiosidade quase vazia. Há diversos essenciais na vida cristã. Um deles é o amor. 

Preocupo-me quando apregoamos uma verdadeira espiritualidade, mas não amamos. Preocupo-me quando a Igreja não consegue chorar com os que choram ou quando nossos relacionamentos vão se tornando cada vez menos sinceros e mais utilitários. Preocupo-me quando o mundo trata o caído com mais graça e misericórdia do que o povo de Deus. Preocupo-me quando a Igreja passa a definir sua experiência de fé a partir de seus ajuntamentos solenes e não dos seus relacionamentos diários. Preocupo-me quando não amamos.

Ao escrever a Primeira Carta aos Coríntios, Paulo reserva os capítulos 12 e 14 para expor sobre os dons espirituais, pois é um assunto de relevância e necessidade. Entre os dois capítulos sobre dons espirituais Paulo enxerta um dos textos mais definidores da nossa fé -- o capítulo 13 --, que nos apresenta a centralidade do amor na vivência cristã. Ele nos mostra a possibilidade de sermos uma Igreja com aparência, forma e discurso espiritual, mas de fato carnal; com a presença de dons espirituais, mas sem o essencial do cristianismo. A mensagem nesse capítulo é clara: o amor é superior aos dons.

Sempre leio com temor os três primeiros versículos deste capítulo, pois confrontam minha vida ao afirmar que, mesmo que tivermos dons espirituais, tamanha fé ou praticarmos toda sorte de ações sociais, sem amor nada haverá que, no fim, possa ser aproveitado. Nem sermões bem preparados ou liturgias cúlticas. Nem ações missionárias ou grandes projetos sociais para ajudar o necessitado. O amor, aqui exposto, não é apenas superior aos dons, mas também um marcador de nossa identidade cristã. Somos dele quando buscamos amar. 

Isto significa que minha vida em Cristo não pode ser definida puramente pelos dogmas que entendo e aceito nem pelas experiências de espiritualidade que vivencio. Sem amor serão vazios de significado. Minha vida em Cristo é definida pela presença do amor que não apenas é essencial, mas também automanifesto. Para nosso temor e tremor, o Espírito descreve neste capítulo que o amor é perceptível, ou seja, ele deixa marcas. O amor é prático, notável e visível. Ele é “paciente”, esperando pela hora oportuna para o outro. É “benigno”, fazendo com que a dor do vizinho seja também a nossa. Não “arde em ciúmes”, portanto evita comparações e se nega a criticar o próximo. Torna-se, assim, impossível amar sem que as marcas do amor sejam vistas pelos que passam pela mesma estrada que nós. 

Precisamos amar o próximo o mínimo para não criticá-lo. Este próximo, o “outro”, diferente de nós, é nossa base de testes, o cenário onde devemos aprender a praticar o ato mais sublime que vem do Pai, e somente dele.

Tenho percebido que o amor prova a espiritualidade. Somos naturalmente seres construtores de máscaras, que tendem a esconder aquilo que é carnal e vergonhoso. Assim, usando máscaras bem elaboradas, podemos falar sobre fé sem de fato crer; pregar contra o pecado sem intimamente repudiá-lo; expor sobre o amor e na manhã seguinte prejudicar o irmão. Um mecanismo que claramente prova nossa espiritualidade são os atos de amor.

O oposto do amor também é evidente. Gera tolerância com nossas próprias limitações e fraquezas, e intolerância com o próximo. Dessa forma, se alguém conversa com formalidade, é antipático; se nós o fazemos, somos respeitosos. Se alguém brada ao pregar, está sendo artificial; se nós bradamos, é sinal de espiritualidade. Se alguém não faz, é preguiçoso; se nós não fazemos, somos ocupados. Se alguém contrai uma dívida, é irresponsável; se nós nos endividamos, é porque recebemos pouco. Se alguém discorda, é soberbo; se nós discordamos, somos criteriosos. Se alguém critica, o faz por estar tomado de inveja ou ciúmes; se nós criticamos, estamos sendo zelosos. Se alguém repete um sermão, está sendo desleixado; se nós o fazemos, Deus quer falar novamente ao seu povo. Se alguém erra, era de se esperar; se nós erramos, errar é humano. Se alguém cai, suas atitudes carnais já indicavam isto; se nós caímos, o inimigo preparou-nos uma armadilha. Se alguém brinca, está sendo mundano; se nós brincamos, somos informais. Se alguém ofende no falar, é descontrolado; se nós o fazemos, somos sinceros. Sim, a ausência de amor falsifica a vida cristã e um dos sinais é a grave intolerância com o próximo e a permissividade conosco.

Em 1 Coríntios 13, do versículo 9 em diante, vemos que o amor é um aprendizado. Eu era menino e agora sou homem; via de forma obscura, agora vejo claramente. Ou seja, amar é um processo, uma caminhada. Não nascemos amando. 

Para amarmos devemos pedir que Deus nos ajude. No Salmo 119 o salmista afirma que andará nos caminhos do Senhor quando ele “dilatar” o seu coração. Precisamos de corações dilatados, abertos, prontos para amar. Peçamos ao Pai, pensando nos cenários diários de nossas vidas: “Ensina-me a amar”. Para investirmos na jornada do amor é preciso nos desapegar daquilo que é incompatível com o amor. John Edwards, em seu livro “Afeto Religioso”, fala sobre a incompatibilidade do amor com as palavras de agressão. Devemos nos desapegar daquilo que pretere e cerceia o amor em nossa vida. Jamais amaremos enquanto nossa agenda diária estiver repleta de competitividade, ciúme, falso zelo, comparações desnecessárias, soberba e agressão. 

O amor também nos conduz à missão. Certamente, somos todos capazes de apregoar os fundamentos da missão e expor com clareza o conceito de sua integralidade. Porém, sem amar, continuaremos passando ao largo do caído ao longo do caminho, que sofre, e virando o rosto aos que ainda não ouviram de Jesus. Assim, seremos cristãos de gabinete escrevendo sobre o que não experimentamos, ou cristãos pragmáticos fazendo o que é certo pelos motivos errados, sem amor.

Lutero, citado por Mahaney em seu livro “Glory do Glory”, afirma: “Esta vida, portanto, não é justiça, mas crescimento em justiça. Não é saúde, mas cura. Não é ser, mas se tornar. Não é descansar, mas exercitar. Ainda não somos o que seremos, mas estamos crescendo nesta direção. O processo ainda não está terminado, mas vai prosseguindo. Não é o final, mas é a estrada. Todas as coisas ainda não brilham em glória, mas todas as coisas vão sendo purificadas”.

Após pregar sobre os essenciais da nossa fé na Igreja Konkomba de Gana em 1999, um dos crentes me procurou após o culto perguntando: “Por onde devo começar?” Fui para casa pensando nesta pergunta. No dia seguinte o encontrei embaixo de uma árvore rodeado por amigos em alegre conversa. Sentei-me ao seu lado e sussurrei-lhe ao ouvido: “Comece procurando aquele com o qual você foi intolerante e não amou como Cristo”. Pensativo, ele se levantou e saiu caminhando a passos curtos e lentos. Santa caminhada. Nada fácil, mas alegra o coração daquele que é amor.


• Ronaldo Lidório, doutor em antropologia, é missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão AMEM. É organizador de A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.

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DIAS 11,12 e 13 de AGOSTO 2017

DIAS 11,12 e 13 de AGOSTO 2017
6ª CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA do Ministério Por Amor Ao Mundo

6ª CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA

PROGRAMAÇÃO:
DIA 11 de agosto:
Preletor: Pr. Denis Samuel (Igreja Congregacional)

DIA 12 de agosto:
Preletor: Pr. Jader Medeiros e Banda do Ministério Conexão ide (Igreja Batista de Amparo/PB)

DIA 13 de agosto:
Preletor: Miss. Joacil Ramalho (Missão Resgate)

HORA: 19:00 horas

LOCAL: Comunidade Evangélica do Ministério Por Amor Ao Mundo
Rua Leopoldo Pereira de Lima, nº 81 - Mangabeira VIII
João Pessoa - PB

CULTO DE MISSÕES do MPAOM

CULTO DE MISSÕES do MPAOM
PRÓXIMO CULTO DIA 09 de SETEMBRO de 2017

2º SÁBADO DE CADA MÊS

CULTO DE MISSÕES do Ministério Por Amor Ao Mundo

*Prestação de Contas Mês Anterior
*Louvores
*Intercessão Missionária
*Distribuição Gratuita da Revista "FALANDO DE MISSÕES"

*PARTICIPAÇÃO: Missionários do MPAOM e Convidados

HORA: 19:30 horas

Em nossa COMUNIDADE EVANGÉLICA do MPAOM
Rua Leopoldo Pereira de Lima, 81 - Mangabeira VIII
João Pessoa/PB



2º DOMINGO DE CADA MÊS - CULTO DE MISSÕES NA IGREJA BATISTA IND CRISTÃ BRASILEIRA - 18:00 Horas.

2º DOMINGO DE CADA MÊS -  CULTO DE MISSÕES NA IGREJA BATISTA IND CRISTÃ BRASILEIRA - 18:00 Horas.
PR. ELI LAURENTINO Pastor da Ig Bat Ind Cristã Brasileira

CULTO DE MISSÕES na Igreja Batista Independente Cristã BR


Igreja Batista Independente Cristã BR

Pr. Eli Laurentino

Culto de Missões:

2º Domingo de cada mês ás 18:00 horas

Rua José Emídio de Lucena, nº 16 B

Mangabeira

Próximo ao “Trauminha”

3º DOMINGO DE CADA MÊS - CULTO DE MISSÕES NA Assembléia de Deus (Ministério Jesus o Bom Pastor)

3º DOMINGO DE CADA MÊS - CULTO DE MISSÕES NA Assembléia de Deus (Ministério Jesus o Bom Pastor)
PR. LUÍS CARLOS SANTINO MORENO (Pastor Presidente do Ministério Jesus o Bom Pastor)

3º DOMINGO DE CADA MÊS - CULTO DE MISSÕES na Igreja Assembléia de Deus dos Ipês

3º DOMINGO DE CADA MÊS - 18:00 Horas

CULTO DE MISSÕES na IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS (Ministério Jesus o Bom Pastor)
Pr. José Alves
Condomínio dos Ipês - João Pessoa/PB

Apoio : Ministério Por Amor Ao Mundo





3º DOMINGO DO MÊS CULTO DE MISSÕES na Igreja Batista Vidas para Cristo

3º DOMINGO DO MÊS CULTO DE MISSÕES na Igreja Batista Vidas para Cristo
IGREJA BATISTA VIDAS PARA CRISTO Culto de Missões ás 19:00 horas

3º DOMINGO do Mês - CULTO DE MISSÕES

Igreja Batista Vidas Para Cristo

(Pr. Jessé J. da Silva)

Culto de Missões: 19:00 horas.

Todo 3º domingo de cada mês

Apoio: Ministério Por Amor Ao Mundo

Av. Com. Alfredo Ferreira da Rocha, 2530

Mangabeira IV – Por Dentro

4º DOMINGO DE CADA MÊS - CULTO DE MISSÕES na IGREJA DO NAZARENO DA TORRE

4º DOMINGO DE CADA MÊS - CULTO DE MISSÕES na IGREJA DO NAZARENO DA TORRE
Pr. Mário Sérgio - Av. Manoel Deodato - Torre - João Pessoa PB

CULTO DE MISSÕES - Igreja do Nazareno da Torre

IGREJA do NAZARENO da TORRE

(Pr. Mário Sérgio)

Culto de Missões:

4º domingo

18:30 horas

Av. Manoel Deodato, 556

Torre – J. Pessoa

Apoio: Ministério Por Amor Ao Mundo


CONGRESSO BRASILEIRO DE MISSÕES

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